A Irene foi, durante um bom tempo nossa copeira, lá no Banco. Era uma batalhadora e criou os três filhos sozinha. Botou o marido para fora, ao saber que ele tinha outra mulher e a partir daí, não quis mais saber de "bicho homem"
. Quando criança, Irene não gostava de andar com meninas e esse negócio de brincar de casinha ou nanar bonecas não era com ela. Como presente de natal, a mãe confeccionou-lhe uma boneca com um sabugo de milho, saias de palha e colou na cabeça os cabelos do milho cobertos com um lencinho.
Quando as amigas viram aquilo começaram a zombar dela e a vergonha foi tanta que ela jurou nunca mais brincar de bonecas e nem com meninas. Passou a brincar com os moleques, jogando bola, biroscas, apostando corridas, pescando, soltando papagaio e trepando em árvores.
Numa tarde de verão, após ter jogado umas duas partidas de futebol com a molecada, ela chegou em casa morta de sede. Não tinha água na moringa de barro, teria que ir até à mina para beber. Foi então que ela avistou um copo sobre a mesa, cheio de guaraná e num gole só, sorveu todo o líquido. Quando percebeu que aquilo era puro querosene, já era tarde demais.
Quase morreu envenenada e a partir desse dia, passou a ter desmaios e a sofrer convulsões. Sempre que ficava muito agitada ou nervosa, a coitada desmaiava ou tinha ataques. Muitos de seus ataques eram fingidos, para fugir de alguma surra ou repreensão e a mãe nunca tinha certeza se podia bater ou não. Teve uma vez que ela não conseguiu enganar a mãe e foi assim:
Eles moravam numa tapera de um sítio próximo à cidade. A dona da propriedade chamava-se Abadia e criava porcos num cercado enorme que era chamado de “mangueirão”. Além dos chiqueiros, havia várias árvores frutíferas, inclusive umas três ou quatro mangueiras. Aquele local também era utilizado como privada, já que naquele tempo eram poucas as residências que tinham banheiros.
Numa manhã de dezembro, Irene e um amigo estavam trepados numa das árvores, chupando mangas, quando avistaram a dona do sítio agachada, segurando as saias, a fazer xixi. As crianças começaram a jogar caroços do fruto na mulher e um deles acertou bem na bunda branca da velha. A pobre senhora era míope e tentava, sem sucesso, enxergar o autor da arte.
Até que Irene gritou: “Bom dia, Dona Abadia! Ta fritando toicinho!” (quem já fez xixi direto na terra sabe que o barulhinho é idêntico ao frigir do torresmo em óleo quente). E desataram a rir sem parar...
Reconhecida a voz, dessa vez não houve desmaios que a salvassem e Irene apanhou muito. Como conseqüência da diabrura feita, a família toda teve que se mudar do sítio, indo morar num casebre na beira da cidade.
TORTA DE MANGAS:
Ingredientes da massa:- 1 pacote de bolacha leite e mel da nestlé e 100g de margarina.
Ingredientes do creme: - 2 mangas; 1/2 envelope de gelatina sem sabor; 5 colheres (sopa) de água; 1 lata de leite condensado e suco de 1 limão.
Modo de Preparo: Massa: Triturar as bolachas de leite e mel, misturar com a margarina e bater no liquidificador. Forrar uma forma de aro removível.
A massa vai ao forno, até dourar, mais ou menos 15 a 20 minutos (depende do seu forno) e só depois de fria é que coloca-se o recheio e leva-se para a geladeira.
Recheio: Bater no liquidificador a polpa das mangas (300g), o envelope de gelatina sem sabor dissolvido em 5 colheres de água, a lata de leite condensado e o suco de limão. Após jogar sobre a massa já fria.
MOUSSE DE MANGA- Ingredientes: 1 copo de leite; 1 lata de leite condensado; 2 mangas descascadas, e cortadas em cubos; - 1 lata de creme de leite.
Modo de Fazer: No liquidificador bater as mangas com o leite, depois juntar o leite condensado e o creme de leite e bater mais um pouquinho. Colocar num recipiente e levar ao congelador por uma hora… E atacar!!!!
