Descobri o nome das três morenas da paineira: Alzira, Elmira e Elvira. A do meio é a Tia.

Disse-nos que estava chateada pois seu dia havia sido muito complicado, por força das limitações que a idade lhe impunha e pela incompreensão das pessoas.
Após meia garrafa de cachaça, ela contou-nos a razão de suas mágoas: Naquela manhã ela acordara bem contente, pois iria almoçar na casa do Landão, um antigo amigo. Estranhou o fato de estar sem a dentadura de cima e não se lembrava de tê-la tirado para dormir.
Mais tarde, quando foi arrumar e alisar as cobertas da cama, sentiu algo saliente.
Era a dentadura que escapara de sua boca, enfiando-se num buraco do velho edredom. Retornou para o Landão, confirmando sua presença, "já que a enxaqueca havia passado."

De repente, a dor de barriga apertou...
Percebendo que a "explosão" seria terrível, não quis usar o banheiro de Landão e foi despedindo-se às pressas. Morava no final da avenida mas, já no começo, sabia que não daria tempo de chegar.

_ O toilette é só para funcionários!
Percebendo que não adiantava insistir, branca como os lençóis que a balconista dobrava, Tia Elmira saiu da loja, cambaleante: _ Meu Deus, não vou aguentar!
_ Ah, larga do meu braço sua velha doida! Eu já estou atrasada e não vou abrir a casa para ninguém...
A Tia, com as pernas cruzadas e as mãos na barriga, ainda insistiu: _ Por favor, estou quaze fazendo nas calças! A enfermeira respondeu-lhe com a bunda e assim que dobrou a esquina, Tia Elmira empurrou o portãozinho e correu para uma pequena varanda, no fundo do quintal.
Agachou-se e foi aquela pororóca! Sentiu até os pelos dos braços arrepiarem-se de tanto alívio. Como não achou papel, limpou-se com um lençol branco que encontrara no varal. Saindo dalí, retornou à Loja da Pernambucanas e procurou a mesma balconista ruiva que lhe recusara o toillete.
_ Pegue para mim dois lençóis brancos, dos mais caros que tiver na loja.
Após a venda, a moça perguntou-lhe: _ A senhora vai usar o crediário?
A Tia, com ar de desdém, respondeu-lhe: _ Não, filha... eu compro com cartões de crédito. Quem usa crediário são as balconistas ou enfermeiras!
Pediu papel e caneta emprestados, escreveu um bilhete e voltou à casa da enfermeira. Olhou para a varanda e riu-se do estrago que aprontara.
_ Sou velha, mas honesta!!
Tudo bem, não deveria mas...vou deixar a receita da sobremesa italiana:
Bater as gemas com o açúcar, adicionar o requeijão, o creme de leite e bater mais. Misturar com as claras em neve, até ficar um creme uniforme. Juntar o licor (ou brandy) ao café, molhando os biscoitos nessa mistura. Forrar uma travessa com os biscoitos molhados e espalhar metade do creme por cima. Dispor outra camada de biscoitos e o resto do creme. Alisar bem e espalhar o chocolate (raspado ou em pó). Levar à geladeira.
João, mas a tia é honestíssima mesmo, porque meu amigo depois de ser chamada de velha doida,um presentinho mais do que merecido para a enfermeira era um lençol sujo de cocô.rsrsrrsrsr
ResponderExcluirMas é como minha mãe diz: bofetada com luva de pelica.
Abraçoooo
ah ,um dia faço tiramissú, já anotei a receita, mas nunca com feijoaadaaaa.kkkkkk
ResponderExcluirCaro amigo João!
ResponderExcluirChé, será que a tia Elmira é parente da minha amiga, a Dona Miquelina!
Caloroso abraço! Saudações aliviadas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP
Oi Rose!
ResponderExcluirSabe que eu não gosto de tiramissú!!!
Abração
Teacher!
ResponderExcluirEssa Tia vc já conhecia, né?
Abs
JB
Gosto do café só na xícara!
ResponderExcluirEu to com saudade de você.
ResponderExcluirHahaha... adoro suas histórias e receitas!!!
ResponderExcluirBeijos =)
Olá, Thaís! Como vai a vida?
ResponderExcluirAbraços, minha amiga!
Oi, Nadine!
ResponderExcluirAgradeço, de coração!
forte abraço